domingo, 31 de março de 2013
Ser ou não ser? Eis a questão.
Apensar do título clichê, não creio que este assunto seja muito abordado em redes sociais, muito menos em conversas de boteco. Não é nada muito divertido para ser discutido, mas independente disso resolvi escrever.
É impressionante como algumas pessoas tem o dom de deixa-lo pior do que ja se sente, ou estou equivocada?
Sejamos realistas: ao que tudo indica,há seres humanos que sentem prazer em destruir tudo aquilo que você tanto se esforçou para guardar, para esconder e para curar em seu coração. De repente, como num passe de mágica, tudo aquilo que tanto lutou para esquecer volta e te assombra com a seguinte dúvida: assumir aquilo que mais te machuca e enfrentar a todos que simplesmente contribuíram para tal ou fingir que nada aconteceu e continuar sua vida como se nada houvesse acontecido?
A primeira opção parece muito válida... exceto quando envolve uma coisa muito, mais muuuuito complicada: PAIS.
Quando, por uma fração de segundo, você se esquece de que está falando com seus pais e simplesmente resolve "soltar" tudo aquilo que sempre guardou, um peso foi tirado de suas costas... Isso até o momento em que eles parecem cair na realidade e ficam mexidos com suas palavras. Eis então que um sentimento de remorso surge das trevas e envolve sua alma fazendo-o sentir a pessoa mais crápula da face da Terra.
Comigo é assim.
Hoje, acordei com muita saudade e vontade de receber um abraço especial. A tarde, tudo parecida bem.. só que não. Foi algo tão repentino que não entendi até agora se fiz algo de errado ou se simplesmente fui um adendo aos problemas. Eis que a noite recebo um telefonema de meu progenitor do sexo masculino, vulgo pai, que acabou com meu dia.
Sua chantagem emocional, por mais fajuta que seja, mexe comigo e me faz sentir péssima.
Percebi que independente do quanto eu tenha sofrido anteriormente, tenho que simplesmente apagar tudo aquilo da minha memória e viver de modo falso.
Prefiro isso do que um remorso eterno.
Eu sei o que é sentir isso... e é terrível. É como se todos os dias da sua vida estivessem fadados aquela lembrança dolorosa e não importa como, você sempre vai se lembrar e aquilo vai te atormentar até o seu ultimo suspiro.
Não gostaria de sentir isso pelo meu progenitor. Apesar de tudo, eu não estaria aqui se não fosse por ele.
Ah.. que complexo. Nem entendo o que acabei de escrever.
Peço desculpas àqueles que chegarem a ler este post. Apenas tentei colocar em palavras o que na minha emnte parece ter sentido.
Enfim.
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