sábado, 9 de fevereiro de 2013

O tempo parou.

São Paulo, 9 de Fevereiro de 2013. 17h13min... e lá está ele. Mais um ano se passou e ele ainda continua à espera daquela pessoa. Quem seria? Um filho? Um irmão? Uma amante? Ah.. infinitas são as possibilidades que rondaram minha mente e nenhuma delas conseguiu justificar tamanha persistência daquele homem. Todos os dias, vejo-o parado.. ali naquele cantinho do metrô, com suas malas e bugigangas à espera de alguém.. que nunca veio ao seu encontro. Perdi horas observando-o e pude ver um mar de emoções aflorarem naqueles olhos castanhos e naquele rosto sujo estampado com as marcas do tempo. 19h05min e enfim ele se vai. Me pergunto: Quão grande deve ser o amor que sente por essa pessoa para que espere por ela, ano após ano, no mesmo lugar e na mesma hora? É intrigante e ao mesmo tempo fascinante. Pode parecer engraçado, mas gostaria muito de conhecer sua história. De saber o que pensa, o que sente, onde mora... o que faz todos os dias até aquele horário. Me vejo exatamente do mesmo jeito: parada no tempo à espera de alguém/alguma coisa. É ... qual é mesmo a palavra? Ah sim: angustiante. Estou com preguiça de continuar escrevendo. Fim.

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